Rede de Diaconia

Notícias e Novidades

COMIN e CIMI assessoram assembleias dos Puruborá e Migueleno

18-10-16

Dois povos indígenas, Puruborá e Migueleno, que ainda não tiveram suas terras demarcadas e por isso vivem em terras dominiais (terras de propriedade de suas comunidades), terras de terceiros, vilas e cidades, realizaram suas assembleias na semana passada, dos dias 11 a 14 de outubro de 2016. Esses povos têm suas terras tradicionais localizadas nos municípios de Seringueiras e São Francisco do Guaporé, estado de Rondônia. Atualmente, as terras do povo Puruborá estão nas mãos de fazendeiros e do povo Migueleno, com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Expulsos de suas terras, muitos Puruborá e Migueleno foram morar junto a outros povos indígenas, em vilas, cidades ou em áreas de terceiros. Alguns são chacareiros, pois conseguiram um pedaço de terra através do INCRA. Hoje se registra a presença de membros desses povos em vários municípios de Rondônia. As assembleias são também momentos de reencontros. 

Na mesma situação encontram-se os povos Guarassunguê, Cujubim e Wajuru, todos expulsos de suas terras tradicionais e espalhados por Rondônia.

As assembleias foram assessoradas pelo Conselho Indigenista Missionário–CIMI e pelo Conselho de Missão entre Povos Indígenas-COMIN. Os Puruborá ainda contaram com a colaboração da linguista Dra. Rute Monserrat, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Nesse momento sombrio em que vive o Brasil, em que os direitos constitucionais dos povos indígenas estão sendo questionados e ameaçados pelo poder econômico e por quem tem o dever institucional de defendê-los, lutar pela garantia dos direitos indígenas e especialmente pelo direito à terra demarcada e ocupada pelos povos originários tornou-se um dever urgente dos povos indígenas e de seus parceiros.

Os Puruborá e Migueleno estão firmes na luta pela demarcação de suas terras. Nunca tiveram vida fácil, disseram eles, e não é esse momento de ameaças que os fará esmorecer.

Fonte: COMIN