Esgotam cestas básicas adquiridas com apoio de projetos pela ABEVI em Ariquemes (RO)

24 de julho de 2020

Esgotam cestas básicas adquiridas com apoio de projetos pela ABEVI em Ariquemes (RO)

Havia a promessa de um semestre muito bom e produtivo referentes às atividades da Associação Beneficente Escola para Vida (ABEVI). Então, no dia 17 de março, devido ao Decreto Municipal referente à COVID-19, as atividades diretas com as crianças foram paralisadas. 

“Ficamos sem norte e tivemos que reprogramar tudo o que havia sido planejado”, conta Iriane Schrammel, coordenadora da instituição. “Para que não houvesse demissões, devido a suspensão do pagamento do Termo de Fomento, firmado com o Município, a carga horária e os salários das funcionárias e dos funcionários foram reduzidos. Foram elaboradas atividades que as crianças pudessem executar em suas casas e elaborados projetos para aquisição de cestas básicas para ajudar as famílias das nossas crianças e outras famílias que se encontravam em situação difícil.”

A primeira distribuição de cestas básicas foi realizada ainda no mês de março, com alimentos que a Escola tinha no estoque, doados por alunas e alunos da Faculdade FAEMA no trote solidário. “Alimentos estes que seriam usados diariamente nas 4 refeições servidas para as crianças e adolescentes matriculadas na Entidade.”

Já a primeira parceria firmada para aquisição de cestas básicas foi com a Fundação do Banco do Brasil. O projeto aprovado possibilitou a aquisição de 70 cestas básicas, que foram entregues nas casas e na sede da ABEVI, juntamente com a equipe do Banco do Brasil de Ariquemes(RO). 

A segunda parceria foi com a equipe do SOS.RO – projeto de mobilização social idealizado por membros do AMERON, AMPRO, AMDEPRO e TCE-RO, com o apoio de diferentes grupos da sociedade. No dia 1 de julho, a Associação recebeu 100 cestas. As primeiras foram entregues às famílias das crianças materialmente carentes matriculadas na ABEVI. Porém, sobraram algumas, pois algumas famílias cadastradas no Cadastro Único já haviam recebido o auxílio pelo CRAS (SEMDES).

“A notícia da distribuição se espalhou, gerando muita procura de pessoas que se encontravam em situação difícil e que já não tinham mais como alimentar sua família. Em muitos casos, essas pessoas não receberam o auxílio emergencial por estar em análise ou por outros motivos diversos. Outras famílias estavam com problemas em seu cadastro único e não tiveram acesso as cestas doadas pelo CRAS”, explica Iriane.

A procura pelas cestas foi maior do que o número que havia para ser distribuído. Pessoas que nunca precisaram de ajuda agora estavam precisando. “Um senhor relatou que ele tinha costume de ajudar as pessoas, e agora, por causa da situação financeira, agravada por problemas de saúde e pela pandemia, é ele quem pede ajuda. A sensação de poder ajudar as pessoas com alimento quando já não têm comida em casa não tem como explicar. Devemos ser empáticas e empáticos neste momento tão delicado em que estamos vivendo. Fica o sentimento de tristeza por não podermos ajudar a todas as pessoas que vieram em busca das cestas. Mas também o sentimento de gratidão por saber que tem pessoas se mobilizando e ajudando aqueles que tanto precisam”, finaliza.